terça-feira, 7 de dezembro de 2021

ZAZÁ VILELA MENICUCCI



- Mérito –



p. 123

 

Artista, é todo aquele que ao contacto com os eflúvios da arte pura e construtiva, sente vibrar em seu ser o desejo de cooperar e de fornecer um átomo que seja para o engrandecimento e glória de um ideal.

 A visão clara e a compreensão perfeita, são os sigmas que brotam do próprio coração da arte, para bordar os nobres atos dos verdadeiros artistas.

 Artista é todo aquele que cria, que produz, que inspira ou que alimenta, até o possível, as chamas de ideais de construção, de alevantamento e de progresso.

 Os discípulos do Parnaso, tangendo as suas liras, transformam a banal conversação cotidiana e a existência incerta do habitante terreno; sua obra, suas lutas, suas fraquezas, em hinos ritmados, onde cantam as vozes de todas as melodias pela garganta de todas as eras.

 O mágico buril da espiritualização, cortando e moldando o granito material da vida, faz dele a sublime apoteose de auroras resplandecentes.

 O pintor, cobrindo tosca tela com multicores camadas de tinta, transporta para a imortalidade as faces da própria vida, numa concepção que desconhece fronteiras, alargando a sua palheta, buscando as lágrimas da miséria e do desamparo, o riso da indiferença e a gargalhada feliz, o gemido do sofrimento e o brado de vitória, na perpetuação concreta de obras indescritíveis.

 O músico que, tangendo as cordas de um violino ou vibrando as telas de um plano, nos eleva ao mais alto pináculo da emoção, de onde se olha a existência pelos puros prismas espirituais, que têm o seu nascedouro nas entranhas da própria divindade, traduz em ondas vibrantes, nas mãos da fantasia, a vida de um mundo desigual.

 E é sempre o artista, sempre o criador e o idealista que manejando um pincel ou tangendo um instrumento musical, entalhando uma dura rocha ou compondo líricos versos, sente de alguma maneira o bafejo de um ideal e se oferece com o desprendimento e desinteresse dos espíritos luminosos, para cooperar sem ambição própria, no alevantamento e progresso futuro desse irmão de seus próprios sentimentos, na mais perfeita e integral afinidade de pensamento e vontade.

 E você, Zazá, como exímia e inspirada artista, filha desta terra que é muito nossa, sentiu a emoção que a todos nós assalta, de manter e levantar no coração da nossa Lavras, uma fonte de cultura para a grandeza de um futuro não muito longínquo. E a sua cooperação, espontânea e bondosa se fez mostrar, transbordante de boa vontade, em gestos que dispensam qualquer citação.

 Criado nesta emissora, que nasceu do povo para o próprio interesse da coletividade, temos o livro da cooperação, onde escrevemos com letras indeléveis, os nomes daqueles que nos sabem compreender. E o seu nome entra hoje para estas páginas, Zazá Vilela Menicucci, como um diadema de ouro, forjado no coração do próprio merecimento, encimado com o cumprimento máximo e mais cordial de nossa terra; aqui fica para você, sublime artista, com a minha admiração, o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.


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