- Mérito –
(Homenagem póstuma – Síntese Biográfica)
O dia amanhecera claro, com rajadas
quentes de ventos outonais, somente algumas nuvens de um gris tristonho,
toldavam a turquesa dos céus cobaltinos. A cidade acordara, como sempre, no
rumor das lides cotidianas.
Rompendo o éter, esparzindo-se pelos
sendeiros deste rincão, um sol de níquel brunido, banhava as poeirentas ruas,
de onde o sopre quente da brisa levantava em rendas de ouro, finíssimo pó. Tudo
normal. Mais um dia de trabalhos, de atividades, de... mas.. que é isto?! Não,
não pode ser! Não é possível! Um rumor, como que brotado com medo, corria de
boca em boca, de coração em coração. Primeiro um ledo sussurro, murmurando com
temor, que num crescendo e crescendo, culminou num grito de dor e desconsolo,
como se se debruçasse sobre Lavras todas as iras da divindade, pesando como um
véu de ébano, encharcado nas lágrimas de todos os sofrimentos. Era a fatídica
manhã de 11 de fevereiro de 1946. Um apóstolo da medicina cerrava para sempre
os olhos, em demanda de uma fulgurante eternidade. Morrera o Dr. Paulo Menicucci.
Através das lágrimas que corriam em
bagas de todos os olhares, o povo vislumbrou a sua imagem bondosa, que um dia
antes, como que perscrutando a aproximação da morte, saíra de casa para
assistir à sua derradeira missa e, logo após, percorrer de automóvel todos os
recantos da cidade, como se quisesse fixar em sua retina e levar consigo para a
eternidade, as últimas impressões desta terra que lhe foi cara. Sim, era
dolorosa, dolorosa e verdadeira notícia; morrera o Dr. Paulo Menicucci.
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Dr. Paulo Menicucci... uma vida de
lutas, devotada ao bem da humanidade.
Seu berço de nascimento, na eterna
Itália, terra da arte e da ciência, foi a cidade de Luca...
... 1º de outubro de 1885... um raio
de luz, saturado de felicidades, iluminava os sorrisos de Pedro Menicucci e D.
Victória Menicucci. O seu recebia mais um adorno. Um forte rebento nascera,
nesse dia – Paulo Menicucci.
Em 1891, em companhia de seus pais,
segui para o Brasil, tendo chegado em Lavras no dia 29 de junho do mesmo ano.
Aqui abriu pela primeira vez uma cartilha, aqui aprendeu suas primeiras letras,
tendo como professor o Sr. Evaristo de Araújo. Logo após, encontrou em D. Carlota
Kemper a mestra a quem amaria até a morte. No Caraça, fez o seu curso ginasial.
Já apaixonado pelos livros, completou essa etapa com distinção. Levado pela sua
extraordinária inteligência, superando os próprios compêndios que serviam de
guia, lecionava já no Liceu de Petrópolis.
O pendor pela medicina, marcara desde
cedo o temperamento deste estudioso mancebo. Ingressou então na Faculdade de
Medicina do Rio de Janeiro, onde colou grau no dia 28 de dezembro de 1917. Como
tema de sua tese, que valeu distinção e aplauso, Paulo Menicucci apresentou:
“Estado Comatoso”. Estava iniciando o seu apostolado a favor da humanidade.
Quando ainda estudante, absorvendo e
burilando os próprios estudos, avançava além dos ensinamentos, praticando em
suas férias a medicina, desde o início com vitórias e triunfos, mostrando já
aos indigentes a grandeza do seu coração e o desprendimento do seu espírito.
Em 1915 a varíola assolou o arraial de
Macaia, e, este homem, Dr. Paulo Menicucci, combateu com denodo e
destemerosamente o mal, levando a sua ciência e sabedora até aos lares mais
pobres. Em 1918, enfrentou, embora doente, o surto da “espanhola”, atendendo
dia após dia e noite trás noite, um cortejo imenso de doentes, para os quais a
sua palavra era bênção. Por essa época, já a sua fama de cirurgião rompia
fronteiras e repercutia por todos os rincões.
Em 9 de fevereiro de 1925, teve a seu
cargo um caso melindrosíssimo, profissional e espiritualmente: operar o próprio
pai, cujo estado exigia uma intervenção perigosa. Cientificamente perfeita foi
a sua cirurgia, mas a mão da fatalidade pôde mais...
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O Dr. Paulo Menicucci era sócio da
Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, foi vice-presidente da
Sociedade de Medicina e Cirurgia do Sul de Minas, presidente da Sociedade de
Medicina e Cirurgia de Lavras – que por infelicidade teve muito curta duração –
diretor da Escola de Enfermeiras da Filial da Cruz Vermelha, diretor do serviço
médico da Santa Casa de Misericórdia, da qual foi também provedor. Participou
com brilhantismo de diversos congressos, sendo a última vez em 1939, no
Congresso Brasileiro-Americano de Cirurgia.
O seu nome, como médico e cirurgião,
rompeu serra e atravessou mares, repercutindo na velha Europa, em publicações
de destaque e nos meios onde imperava a ciência. E este homem, este lutador,
que se quisesse, teria a pompa prostrada a seus pés e todas as medalhas do
merecimento pendentes de seu peito, professou com sabedoria de um gênio e
trabalhou com a resignação de um santo, para o povo, sempre envolto no manto da
simplicidade e escondido nas malhas da modéstia.
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A noite é clara e morna... uma lua de
alumínio polido sorri dos céus lançando fulgores diamantinos no espelho das
águas e brincando nas verdes frondes da vegetação inquieta. Noite calma de um
cinza ameno e morno... uma nuvem de pó... um luxuoso carro em disparada corta
as silenciosas ruas da cidade, desce impetuosamente a rua Caetano Machado,
parando em frente à modesta casa amarela, onde reside Paulo Menicucci. Salta
alvoroçado um homem, corre à porta, comprime com desespero a campainha. –
Doutor! Doutor!... Salve-a doutro!... E aquele homem, transfigurado pelo
desespero, retorcendo as mãos, espera com ânsias que a sua única esperança
apanhe às pressas um chapéu e um estojo de ferramentas e saia com ele. Volta em
disparada o carro. Estaca defronte de um palacete, onde a cada canto uma
lágrima desesperada, põe o seu gemido de dor... Mais uma vida arrancada das
esquálidas mãos da morte... Rompe o dia, quando o soldado da medicina desce as
escadas do palacete, deixando em lugar do pranto de desespero, lágrimas de
bênção e de agradecimento... e caminha... caminha com a mesma calma e a mesma
convicção de sempre. Já em seu gabinete se acotovelam sofredores em busca de
alívio e o apóstolo vai agora estar com eles.
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A noite é negra, negra e despovoada de
estrelas. Um vento tempestuoso geme nas esquinas e açoita as palmeiras. Uma
torrencial chuva, desce dos céus, maneando-se e ondulando-se aos silvos da
tempestade. A enxurrada, rugindo, lava as esburacadas ruas da cidade. Tudo é
treva. Somente de quando em vez, um raio corta os mantos do céu, ribombando na
face da terra. U’a mulher esfarrapada, sem ao menos um abrigo para cobrir-se,
caminha apressada com passo incerto, arrastando-se com o corpo gelado e
misturando com as lágrimas da chuva as suas lágrimas de dor. Transpõe aquele
portão simples da mesma casa amarela. Há em suas feições demarcadas, um selo de
indelével sofrimento, as mãos trêmulas, o corpo encharcado, a respiração
ofegante, bate ruidosamente à porta: - Por amor de Deus doutor!... Os mesmos
passos compassados, a mesma feição cansada e bondosa. No desespero de mãe, roga
a pobre maltrapilha mulher: - O meu filho, doutor!... Salve-o, doutor! Ajuda-me
por Deus... Ele morre! De negro e surrado sobretudo, um velho chapéu cobrindo a
cabeça, onde as neves do tempo já depositam o seu alvo manto, amparando com um
guarda-chuva a pobre desgraçada, caminha o apóstolo. Urge salvar mais esta
vida, que a traiçoeira morte tenta arrancar dos braços de u’a mãe em pranto...
u’a mísera choupana pontilhada de goteiras, gemendo em cada canto uma tristeza,
soluçando em cada canto um desamparo. Sobre uma velha e úmida esteira, onde um
lampião oscilante lança uma luz morna de bronze, um pobre menino contorce-se na
ansiedade de conservar a vida... e a mão do sábio, lutando noite a dentro,
transforma em riso a dor e em esperança o sofrimento. Rompe a aurora. A chuva
ainda cai, agora brandamente. Deixa a choupana do pobre o homem de todos os
momentos, o sábio de todos os instantes e caminha... caminha calmamente. Em sua
sala de trabalhos, espera-o já a multidão sofredora. E o médico dos ricos e
médico dos pobres, cirurgião dos homens e das crianças, ídolo de todos e
consolo dos lares aflitos, atravessa a vida, deixando em eu rasto uma réstia de
luz – Caminho certo para uma eternidade feliz.
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O Dr. Paulo Menicucci ingressou na política,
por ocasião da campanha presidencial de Ruy Barbosa. Foi agente executivo do
município de Lavras, tendo assinado durante a sua gestão, a lei que instituiu o
curso rural, anexo ao Grupo Escolar Firmino Costa. Representou Lavras no
congresso das municipalidades, realizado em Belo Horizonte e em 1923. Nesse
mesmo ano foi eleito deputado a Assembléia Legislativa Estadual. Como político,
revelou-se sempre com altivez de espírito e grandeza d’alma. Sereno e cordato,
reto no cumprimento de suas missões e gigantesco na defesa dos direitos humanos
– AMIGO DA LIBERDADE. Ao afastar-se da política, o se prestígio rompia
fronteiras. Os seus dizeres de sábio faziam eco em todos os cantos do Brasil; entretanto,
Paulo Menicucci, resolvera trocar a glória efêmera que lhe poderia advir dentre
os homens, para atirar-se com denodo, a serviço da humanidade, empunhando um
bisturi ou ministrando uma receita, dentro da carreira a que se consagrou.
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Tarde quente do ano de 1924.
Realiza-se a primeira sessão dos novos deputados na Assembléia Legislativa
Estadual. Há um como encantamento. Casacas bem talhadas, peitilhos engomados,
lapelas de seda e lustrosas cartolas. O luxo e o requinte se mostram no seu
mais elevado grau. Há uma cadeira vazia... tarda a chegar um dos deputados. Vai
ter início a sessão. Um murmúrio corre por toda a sala. Risos abafados, olhares
de mofa. No seu terno simples de homem modesto, atada com descuido a gravata, o
andar compassado e o semblante de despreocupação, penetra naquele recinto o
deputado Paulo Menicucci. Toma assento. Inicia-se a sessão. Os homens que ali
estão, enfarpelados em custosas roupas, parecem não se interessar pelas
palavras do presidente. Todos os olhares se voltam para aquele homem simples,
que dentro do seu terno surrado, põe atenção nos trabalhos. Os risos e
sussurros continuam. O presidente está cansado de pedir silêncio. Chega a hora
de ocupar a tribuna, o provinciano de modos simples: Paulo Menicucci. Fluente
no emprego do verbo, inicia em baixa voz a sua oratória, para num crescendo
tumultuoso, atingir o clímax da eloqüência. E a sua palavra sábia, reboa entre
as quatro paredes do recinto. O silêncio é completo. Absorvidos pelas verdades
daquela cristalina fonte de saber, os seus colegas de trabalho, parecem ter
ímpetos de aplaudi-lo, antes mesmo que ele termine esse quadro de arte, pintado
com palavras e iluminado com franquezas, entretanto, parecem amarrados; as mãos
presas sobre os joelhos e os lábios colados, como se a mão do silêncio,
querendo trazer-lhes arrependimento, depositasse sobre eles o selo da mudez.
Com frases cantantes, como uma melodia e verdadeiras como a própria verdade,
Paulo Menicucci se agiganta frente aos olhos estupefatos dos seus enfarpelados
colegas. As suas palavras de aplauso, têm o calor da sinceridade e do merecimento,
o seu verbo de ataque, fere como um chicote, vergastando na própria face a
injustiça e a opressão, o servilismo e a infâmia. Cada frase que brota de seu
orar magnífico, é uma bandeira impoluta que se levanta tremulando aos ventos da
verdade e da liberdade. Termina as suas palavras. Um delírio invade o recinto.
Brados de exclamação fazem eco nas paredes claras da câmara, os aplausos são
intermináveis. Como que movidos por uma só vontade, levantam-se todos os
deputados, para carregar nos braços o provinciano de roupa amarfanhada. O homem
que entrara naquela sala, sob sussurros e risos de mofa pequeno na sua indumentária
despretensiosa, ante os olhos do luxo efêmero, sai agora, carregado pela
admiração e respeito que lhe votariam os seus colegas, durante toda a sua
permanência na assembléia. Em mais esta fase da vida, vence ainda Paulo
Menicucci.
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Como cidadão progressista, o Dr. Paulo
Menicucci, se mostrou, em todos os setores onde imperassem ideais nobres. Além
de inspetor escolar, professor da Escola Normal, presidente de honra da
Associação Odontológica de Lavras, diretor-presidente do Ginásio N. S.
Aparecida, do qual foi um dos fundadores, foi ainda presidente de honra da
Associação Olímpica de Lavras, classificada por ele mesmo como “O mais completo
ideal de eugenia e cultura física em aliança com a cultura artística e
espiritual, que completam o ideal dessa instituição.
O Dr. Paulo Menicucci, estendia sempre
o seu braço a tudo o que significasse progresso, a tudo o que traduzisse
verdade e sinceridade.
Lembro-me ainda de quando iniciei em
Lavras, o movimento em prol do “Obelisco da Mocidade” e tendo procurado este
homem, para que ele abrisse com a sua sábia palavra as páginas do livro de
subscrições, ter ouvido dele essas palavras que me encheram de coragem:-
“Quanto mais intensa é a luta, mais gloriosa é a vitória”. E, assim m foi Paulo
Menicucci; entusiasta vibrante, que colocava sempre a sua palavra de apoio a
favor do direito.
Lavras, que foi para este gigante da
ciência, o solo do seu coração, recebeu de suas mãos o todo de melhoramentos,
que a sua fortuna, mínima em relação à sua atividade, edificou em prédios,
erguidos pela confiança depositada no futuro de nossa terra.
Dr. Paulo Menicucci, cidadão que soube
honrar a terra em que viveu!
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E foi como cidadão honrado e
progressista, como profissional sábio e bondoso, como político justo e sincero,
como pai de família exemplar e complacente, que Dr. Paulo Menicucci, marchou
pelos caminhos da vida, semeando a bondade e colhendo simpatias, pregando a
justiça e cultivando a verdade, praticando a caridade e batalhando pelo
direito.
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De todas as partes, até onde chegou a dolorosa
notícia de sua morte, caravanas de agradecidos, que um dia foram salvos pelas
suas sábias mãos; avalanches de admiradores-apologistas de sua nobre pessoa
vieram acompanhar até o último berço, o corpo inerte daquele que lhes foi caro.
As lágrimas derramadas, dos olhos
duros dos trabalhadores, nas faces de mães aflitas, nos palácios e nas
choupanas, traduziram bem o devotamento e o amor do povo, para com esse símbolo
da lealdade e da nobreza.
Os negros crepes que cobriam as
janelas da Santa Casa, expressavam o pranto que se debruçava naquela
instituição, onde por longos anos o seu bisturi certeiro, desgarrou das mãos da
morte, centenas de vidas.
Mais de cinco mil pessoas, em absoluto
silêncio – símbolo da tristeza e do desamparo – seguiam aquele cortejo fúnebre
até o campo santo – morada da matéria, berço de ilusões.
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Um ano faz hoje que faleceu o grande Dr. Paulo
Menicucci, um ano que a sua falta transformou em um século de saudades.
De todas as esferas se faz sentir a
comoção e a tristeza, que cobrem com seu pesado manto, as almas que o
idolatravam.
Como homenagem, a Associação Olímpica,
publicou da autoria do Dr. Rezende Júnior a poesia:
“Paulo Menicucci”
(In memorian)
Tombou na luta esse gigante
Da medicina e da caridade,
E angustiada, delirante,
Ante o seu corpo inanimado,
Chora a alma da cidade!
O próprio dia está chorando,
Lágrimas ingentes e sentidas,
Com a chuva que está tombando
Sobre as ruas ressequidas!
Religioso, sem ódios, sem vingança,
Num verdadeiro apostolado,
Era de todo enfermo uma esperança,
Um exemplo na terra a ser imitado!
Seu nome ficará vivendo em nossa
história!
Lembrado a cada momento,
E esse é o seu maior monumento
De Glória!
Deus recebeu o seu espírito iluminado
Com cânticos lá na altura,
Pois aqui no mundo esse mestre amado
Só espalhou ventura!
Paulo Menicucci! Paulo Menicucci!
Que vazio na cidade!
Acompanham-te em ondas pelo espaço
Nossa gratidão eterna e uma eterna
saudade!
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E assim, cada um dentro do seu modo de
expressar, pranteou e pranteia ainda, esse inesquecível morto, símbolo de uma
época, pai de um ideal!
Espírito luminoso e alma grande,
coração magnânimo e pulso forte, Paulo Menicucci nos deixou uma jóia poética,
onde toda a sua vida de resignado se mostra, envolta na mais vulnerável
modéstia. Essa página brilhante de sua lira, bem poderia ser chamada: “Entre
Alfa e ômega”, pois encerra toda uma existência:
“Na vida procurei falsos luzeiros,
Nunca encontrei ventura verdadeira.
Titubeante anseio, buscava louco
A fortuna alcançar nessa carreira.”
“Quantas vezes, cansado de lutar,
Me recostava à sombra da mangueira
Do meu pomar eu pensava, pensava...
Como seria feliz... de que maneira.”
“Oh! Mísero que fui, como não via
Correr em borbotões a fonte pura
Do prazer, da ventura, da alegria”.
“Da verdadeira fé que sempre dura,
Na pureza sagrada de Maria
E, de Jesus, na paz da sepultura!”
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Deixando aqui a minha homenagem, que
também é da Rádio Cultura D’Oeste, eu quero dirigir à família do pranteado
Paulo Menicucci, estas palavras:
A GRAVURA IMORTALIZA A MATÉRIA,
A OBRA IMORTALIZA O ESPÍRITO,
AS PALAVRAS, PELO SEU SENTIDO, SÃO
ETERNAS E ESTA UNIÃO SINTETIZA
A VIDA. VIVO ESTÁ POIS PAULO
MENICUCCI!
Dr. Paulo Menicucci! Gigante do
direito, marco de um ideal, aqui fica, com o meu preito de saudades e a minha
gratidão, do âmago do peito, do fundo do coração, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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