-Mérito-
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Não sei como direi: Sílvio Moreira ou
Amaral Sobrinho ou simplesmente Bi, pois existe ainda um Lavrense da Silva, que
também designa a mesma e inconfundível pessoa do cronista máximo da “Terra dos
Ipês e das Escolas”, o idealista fecundo da “Atenas Mineira”, o historiador
esforçado de Santana das Lavras do Funil.
Como um revoar de gaivotas, as suas
palavras de saudação têm a melodia e a cadência de um bando de tangarás,
cumprimentando o despertar de auroras outonais.
Como um altear de falcões, os seus
dizeres em defesa da coletividade têm a têmpera de uma espada, forjada no
coração do próprio ideal, batalhando com denodo e desassombro por tudo o que é
justo e a favor de tudo o que é direito.
Como um recolher tristonho de pombas
nas tardes moribundas, as suas frases de consolo são bálsamos poderosos aos
corações sofredores. São palavras diáfanas como um reflexo lunar numa lagoa
adormecida. São carinhos sutis como o afago da brisa na agreste face da natura.
E é sempre o mesmo Bi. O mesmo Sílvio
Moreira, que da Estação ao Cruzeiro, que do Cascalho à Chacrinha; nos centros
ou nos subúrbio, saúda com o mesmo sorriso, o negro trabalhador, os coronéis
proprietários, a velha lavadeira e o estudante feliz. O mendigo miserável e a
infância sagaz, com mesmo “ei” prazenteiro, que faz de sua pessoa o perpetuador
resoluto dos nossos ancestrais.
Oh! Mais lavrense de todos os
lavrenses. Oh! Grande e sincero Bi, aqui fica também o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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