segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

SÍLVIO MOREIRA

 -Mérito-

 

p.117

 

Não sei como direi: Sílvio Moreira ou Amaral Sobrinho ou simplesmente Bi, pois existe ainda um Lavrense da Silva, que também designa a mesma e inconfundível pessoa do cronista máximo da “Terra dos Ipês e das Escolas”, o idealista fecundo da “Atenas Mineira”, o historiador esforçado de Santana das Lavras do Funil.

 Como um revoar de gaivotas, as suas palavras de saudação têm a melodia e a cadência de um bando de tangarás, cumprimentando o despertar de auroras outonais.

 Como um altear de falcões, os seus dizeres em defesa da coletividade têm a têmpera de uma espada, forjada no coração do próprio ideal, batalhando com denodo e desassombro por tudo o que é justo e a favor de tudo o que é direito.

 Como um recolher tristonho de pombas nas tardes moribundas, as suas frases de consolo são bálsamos poderosos aos corações sofredores. São palavras diáfanas como um reflexo lunar numa lagoa adormecida. São carinhos sutis como o afago da brisa na agreste face da natura.

 E é sempre o mesmo Bi. O mesmo Sílvio Moreira, que da Estação ao Cruzeiro, que do Cascalho à Chacrinha; nos centros ou nos subúrbio, saúda com o mesmo sorriso, o negro trabalhador, os coronéis proprietários, a velha lavadeira e o estudante feliz. O mendigo miserável e a infância sagaz, com mesmo “ei” prazenteiro, que faz de sua pessoa o perpetuador resoluto dos nossos ancestrais.

 Oh! Mais lavrense de todos os lavrenses. Oh! Grande e sincero Bi, aqui fica também o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.

 

 

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