sexta-feira, 26 de novembro de 2021

ALIANÇA DO DESESPERO

 

               -Repulsa-

 

p.43

 

 

Ou dizemos que o Brasil possui dirigentes e povo, alheios às mesquinharias sórdidas dos vendedores da Pátria, ou bradamos que a nossa coletividade e o nosso governo, são formados por indivíduos sem brio e sem moral, sem o sentimento da honra e dignidade, que deveria, apoiando-se no sofrimento e na escravidão do passado, banir da face da terra as figuras nojentas que formam a aliança do desespero: Getúlio Vargas e Luiz Carlos Prestes. O primeiro; César decadente com pretensões de democrata, trazendo no sangue o vírus do mando absoluto. Mistificador indecente e sem escrúpulos, oportunista maníaco e desbriado. Traidor dos anseios do povo e responsável pela fome e miséria da coletividade.

 O segundo; vendedor da Pátria ao jugo do estrangeiro, traidor infame da independência do povo, agente servil da imposição soviética, aborto de uma ditadura ultramarina, feto nojento de uma doutrina sangrenta, agitador das massas mal orientadas.

 Numa junção que bem pode ser chamada a “aliança do desespero”, vemos essas duas figuras mesquinhas e bárbaras, sentindo periclitar o pedestal de um prestígio conseguido com a propaganda e a bajulação, unirem-se num abraço de medo e rancor, frente à visão do povo, que aos poucos se aclara e se define.

 O César decadente, empola as suas palavras, não justificando a sua união com o agente vermelho. Ataca os homens de governo, tentando fazer paralelo entre a sua imposição e a administração do povo. Mastiga em anátemas baratos, querendo lançá-los à face da democracia, os ossos que ele mesmo criou no seio deste Brasil ludibriado. Desenterra as misérias e os abusos que a sua administração bárbara plantou no nosso meio, para fazer delas um baluarte contra a liberdade, como se governo atual fosse o direto responsável. Atribui a outrem os seus erros e as suas vergonhas, plantando-se como um justo orientador do povo, que a sua ganância e a sua esquálida mente transformaram em escravo da fome e da miséria.

 O escravo russo, comprado pelo ouro e pela imposição de Stalin, põe-se publicamente contra os interesses nacionais, defendendo a doutrina soviética em afronta à democracia brasileira. Revolta as massas operárias contra opressões inexistentes, declara-se contra o Brasil, a favor de uma ditadura estrangeira e continua vivo, manchando com a sua presença de subserviente infame de uma doutrina antagônica ao regime do direito e da liberdade o solo de nossa terra.

 E caminham agora esses dois abutres da vergonha, tentando desgarrar ainda vivo, o corpo dessa Pátria ferida e pobre, dessa Pátria que os ouviu confiante e esperançosa e que hoje sofre o peso da sua própria ignorância, desvalida por ter ouvido a palavra de César e envergonhada por ter acreditado nas balelas do lobo vermelho.

 A comunidade brasileira se levanta aos poucos, desanuviam-se os seus olhos e a verdade vem aparecendo nua perante a compreensão do povo. Os pedestais da imposição começam a fraquejar e surge dessa derrocada, num abraço mesquinho e vergonhoso, nascido da degeneração e do desbrio, uma união de bárbaros impunes; é a “aliança do desespero”. Somam-se as traições de Prestes com as infâmias de Vargas. A podridão e o misticismo, a imposição e a desonra com o vandalismo e a mentira, a bajulação e a covardia.

 E o povo do Brasil contempla... e o governo do Brasil contempla... e os bárbaros marcham impunes, num híbrido e descabido abraço de fraternidade; batalhando contra os direitos da coletividade, pregando o regime da força e do servilismo, atacando a honra da Pátria e vendendo-se ao ouro estrangeiro.

 E eu me dirijo hoje a esses dois infames. Me dirijo a você, Getúlio Dorneles Vargas, a você apologista da mais baixa e sórdida canalha, a você, canceroso maníaco da ditadura e do mando descabido. Também me dirijo a você, Luiz Carlos Preste, a você, “Cavaleiro da Esperança”; esperança dos soviéticos, esperança dos que querem importar para nós um regime de vergonha e escravidão, esperança dos traidores, esperança dos vis, esperança falha do místico deus Stálin.

 Eu confio nos destinos do Brasil. Confio no povo da minha Pátria e quero deixar aqui para a vergonha dos traidores, esperando que a mão da justiça caia sobre esses dois fantasmas da desordem, como uma espada de vingança, sobre você e para você, “aliança do desespero”, com imenso asco, o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.

 

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