- Repulsa –
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Quando, do negrume da ignorância e do
despeito, brotam uivos e imprecações mesquinhas, nascidos do peito putrefato da
inveja e do egoísmo, surdos se fazem os ouvidos dos que têm um ideal na vida e
que lutam por um futuro mais elevado, alheio às sordícias da mentira e às
maquinações infames da intriga.
A rouquenha voz das impotentes bestas
disformes que povoam corações alheios às realizações de vulto, se perdem sem
eco pelos obscuros labirintos do despeito, unido-se somente aqui e ali, ao
coaxar nojento de outros batráquios do lodo, mordidos pelos mesmos dentes da
inveja e rasgados pelas mesmas garras da indiferença.
Mil vezes mais fácil é abrir-se a boca
ou levantar os braços para destruir que para bendizer ou edificar uma obra.
Entretanto, quando esta obra é um espírito forte, indiferente às balelas da
comunidade e ao “diz-se que diz” das esquinas, impotentes se tornam as patas da
ignorância e a voz da destruição, pois, o seu máximo esforço e a sua maior
vontade, são, em comparação, tão baixos que não conseguem nem seque alcançar o
pedestal granítico em que se baseia a verdade.
Medrosos de atacar pela frente e
mostrar-se sob a luz, à impavidez de um espírito superior, limitam-se ao abrigo
da escuridão, cuspir nos sendeiros das mentes livres que o seu dinheiro ou a
sua imprecação não conseguiu dobrar. E as gargantas da invejam lapidam pelas
costas, o que a sua impotência mental não conseguiu atacar frete a frente.
Sobre todos os seus baixos e fracos
ataques de epiléptico mental, meu impotente difamador, eu caminho indiferente e
resoluto, sem o menor traço de aborrecimento. Sinto apenas um desprezo imenso
pela sua conduta tão incerta e tão nojenta. Quisera que você fosse mais sincero
e procurasse tirar as suas dúvidas, entretanto, terá você de enfrentar a luz da
verdade e isto talvez lhe seja mortal.
Os vermes não pululam à luz do sol,
carecem da noite para viver e proliferar.
E é com esta página que meu coração
ditou, sem rancor,posso lhe afirmar, que eu deixo aqui, para você, meu
difamador irresponsável, despretensiosamente, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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