quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

MEU DIFAMADOR IRRESPONSÁVEL

  



- Repulsa –



p.301

Quando, do negrume da ignorância e do despeito, brotam uivos e imprecações mesquinhas, nascidos do peito putrefato da inveja e do egoísmo, surdos se fazem os ouvidos dos que têm um ideal na vida e que lutam por um futuro mais elevado, alheio às sordícias da mentira e às maquinações infames da intriga.

 A rouquenha voz das impotentes bestas disformes que povoam corações alheios às realizações de vulto, se perdem sem eco pelos obscuros labirintos do despeito, unido-se somente aqui e ali, ao coaxar nojento de outros batráquios do lodo, mordidos pelos mesmos dentes da inveja e rasgados pelas mesmas garras da indiferença.

 Mil vezes mais fácil é abrir-se a boca ou levantar os braços para destruir que para bendizer ou edificar uma obra. Entretanto, quando esta obra é um espírito forte, indiferente às balelas da comunidade e ao “diz-se que diz” das esquinas, impotentes se tornam as patas da ignorância e a voz da destruição, pois, o seu máximo esforço e a sua maior vontade, são, em comparação, tão baixos que não conseguem nem seque alcançar o pedestal granítico em que se baseia a verdade.

 Medrosos de atacar pela frente e mostrar-se sob a luz, à impavidez de um espírito superior, limitam-se ao abrigo da escuridão, cuspir nos sendeiros das mentes livres que o seu dinheiro ou a sua imprecação não conseguiu dobrar. E as gargantas da invejam lapidam pelas costas, o que a sua impotência mental não conseguiu atacar frete a frente.

Sobre todos os seus baixos e fracos ataques de epiléptico mental, meu impotente difamador, eu caminho indiferente e resoluto, sem o menor traço de aborrecimento. Sinto apenas um desprezo imenso pela sua conduta tão incerta e tão nojenta. Quisera que você fosse mais sincero e procurasse tirar as suas dúvidas, entretanto, terá você de enfrentar a luz da verdade e isto talvez lhe seja mortal.

 Os vermes não pululam à luz do sol, carecem da noite para viver e proliferar.

 E é com esta página que meu coração ditou, sem rancor,posso lhe afirmar, que eu deixo aqui, para você, meu difamador irresponsável, despretensiosamente, o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.


 

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