- Rumo –
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A passos largos e resolutos marcha a
liberdade, para num arrojo magnífico completar a redemocratização do Brasil.
Amanhã, 23 de novembro de 1947, a
coletividade lavrense, conscienciosa e livre, irá às urnas escolher os
dirigentes da nossa terra. Irá às urnas com plena e absoluta posse de todos os
seus direitos, votando no último lance que completa a democracia brasileira.
Numa campanha clara e bem orientada,
vimos e ouvimos os nomes promissores de João Modesto de Souza e Sílvio
Menicucci, brotando de todas as bocas e estampados em todos os rincões, como
que um grito de renovação e trabalho que emergisse do coração sofredor do
próprio povo.
Aqui ou acolá, surgiram algumas
desinteligências, alguns ataques ferinos, entretanto, numa lisura inigualável,
o povo fechou e fez surdos os seus ouvidos às balelas e recursos grosseiros dos
inescrupulosos. As infâmias brotadas do lodo, não conseguiram ganhar terreno na
consciência da comunidade pereceram dentro da podridão onde nasceram. Os
aproveitadores de momentos, os oportunistas profissionais e bajuladores
rasteiros, calaram-se à aparição da verdade.
Decepcionados, marcham os impotentes
saudosistas. Julgavam eles que o povo ainda era aquele mesmo de épocas remotas;
acreditando em tudo cegamente, seguindo os chefetes, comprado pelas migalhas da
promessa falsa e servil ao grito dos potentados. Hoje, estamos em uma bem
diferente época. O povo sabe o que quer, aprendeu a julgar e escolher pela sua
própria vontade. A imposição é chapa do passado, as ameaças caíram em desuso, a
liberdade individual suplantou a vontade dos profissionais do mando. O livre
arbítrio pessoal derrotou o desejo dos chefes e do direito apareceu radiante,
imperando com todos os seus fulgores sobre a cabeça da coletividade.
Estamos a poucos passos das urnas.
Votando em Sílvio Menicucci ou em João Modesto de Souza, saibamos fazê-lo com
altaneira e independência, com liberdade e honra. Saibamos merecer um pleito
que agrega em duas figuras magnânimas. Não desonremos a nossa vontade,
aceitando a imposição ou acreditando nas infâmias da corja oportunista. A nossa
vontade é direito e a nossa liberdade é uma obrigação. Ser livre é saber
cumprir o próprio dever de cidadão.
É com os olhos fitos em você, povo
consciente e livre da “Atenas Mineira”, com o peito transbordante de confiança
em seus desígnios, que eu deixo aqui hoje, olhando para você, antesssala do
pleito eleitoral, com certeza e convicção, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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