sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

ANTESSALA DO PLEITO ELEITORAL

 



- Rumo –



p.273

 

A passos largos e resolutos marcha a liberdade, para num arrojo magnífico completar a redemocratização do Brasil.

 Amanhã, 23 de novembro de 1947, a coletividade lavrense, conscienciosa e livre, irá às urnas escolher os dirigentes da nossa terra. Irá às urnas com plena e absoluta posse de todos os seus direitos, votando no último lance que completa a democracia brasileira.

 Numa campanha clara e bem orientada, vimos e ouvimos os nomes promissores de João Modesto de Souza e Sílvio Menicucci, brotando de todas as bocas e estampados em todos os rincões, como que um grito de renovação e trabalho que emergisse do coração sofredor do próprio povo.

 Aqui ou acolá, surgiram algumas desinteligências, alguns ataques ferinos, entretanto, numa lisura inigualável, o povo fechou e fez surdos os seus ouvidos às balelas e recursos grosseiros dos inescrupulosos. As infâmias brotadas do lodo, não conseguiram ganhar terreno na consciência da comunidade pereceram dentro da podridão onde nasceram. Os aproveitadores de momentos, os oportunistas profissionais e bajuladores rasteiros, calaram-se à aparição da verdade.

 Decepcionados, marcham os impotentes saudosistas. Julgavam eles que o povo ainda era aquele mesmo de épocas remotas; acreditando em tudo cegamente, seguindo os chefetes, comprado pelas migalhas da promessa falsa e servil ao grito dos potentados. Hoje, estamos em uma bem diferente época. O povo sabe o que quer, aprendeu a julgar e escolher pela sua própria vontade. A imposição é chapa do passado, as ameaças caíram em desuso, a liberdade individual suplantou a vontade dos profissionais do mando. O livre arbítrio pessoal derrotou o desejo dos chefes e do direito apareceu radiante, imperando com todos os seus fulgores sobre a cabeça da coletividade.

 Estamos a poucos passos das urnas. Votando em Sílvio Menicucci ou em João Modesto de Souza, saibamos fazê-lo com altaneira e independência, com liberdade e honra. Saibamos merecer um pleito que agrega em duas figuras magnânimas. Não desonremos a nossa vontade, aceitando a imposição ou acreditando nas infâmias da corja oportunista. A nossa vontade é direito e a nossa liberdade é uma obrigação. Ser livre é saber cumprir o próprio dever de cidadão.

 É com os olhos fitos em você, povo consciente e livre da “Atenas Mineira”, com o peito transbordante de confiança em seus desígnios, que eu deixo aqui hoje, olhando para você, antesssala do pleito eleitoral, com certeza e convicção, o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.

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