A história de Lavras se enche dos feitos
dessa alma nobre e desprendida, que esquece o cuidado de si própria, para
estender aos sofredores e deserdados da sorte a sua mão balsâmica de carinho e
de consolo.
O batalhão da caridade, marchando
garboso sob o ruflar dos tambores da benevolência e o clarinar de hinos
fraternais, tem à testa u m comandante impoluto, resignado e forte: Capitão
Francisco Ribeiro de Carvalho.
Quando a terrível “espanhola” assolou
esta terra com seu alfanje implacável, empunhado pelas mãos sedentas da morte,
ceifando inocentes vidas e lançando de todos os casebres, de todos os palácios,
de toas as residências; da mais miserável à mais suntuosa, um só gemido de dor
um só grito de desespero, um homem conduziu o pelotão da bondade e da
cooperação, da salvação e da fraternidade, enfrentando a moléstia tirânica com
denodo e coragem, peito aberto sob a chuva de noites tempestuosas ou sob a
canícula dos dias calcinastes: Cap. Francisco Ribeiro de Carvalho.
Quando a dor, o sofrimento e a
miséria, batem às portas da caridade em busca de alívio, consolo e
subsistência, uma figura heróica lhes abre os portões do acolhimento, sempre o
mesmo sorriso bondoso e amigo: Cap. Francisco Ribeiro de Carvalho.
Quando as criancinhas, nascidas sob o
anátema da pobreza, envoltas no maltrapilho manto do desespero, buscam um
orifício no negro céu do infinito, que plasma os deserdados de direito, em
busca de uma réstia de luz, um vulto irremovível afasta de suas cabeças a
obscura abóboda da ignorância, fornecendo-lhes os livros e os ensinamentos que os
levam a ter um lugar ao sol da vida: Cap. Francisco Ribeiro de Carvalho.
E é para você, chama viva e clara que
ilumina para os desgraçados os caminhos da existência; para você, espírito
lúcido, que orienta como uma estrela guia, os passos incertos dos sofredores;
para você, coração grande e alma nobre, que sacrifica seus próprios dias pelo
bem estar, conforto e consolo dos seus semelhantes; é para você, Cap. Francisco
Ribeiro de Carvalho, eterno batalhador da Cruz Vermelha Brasileira, que eu
deixo aqui hoje, do âmago do peito, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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