Obreiro de todas as intempéries,
trabalhador incansável de grandes realizações, braço forte do progresso,
alicerce de grandes obras! Sob o perolar suado de seu rosto, se forja a Lavras
de amanhã, alçada no mais nobre e dignificante labor, como se as asas do tempo
se inserissem em seu dorso e a elevassem até às alturas da glória, fazendo-a
incendiar-se pelos albores do triunfo.
Do seu másculo braço, obreiro da
“Atenas Mineira”, medrarão em florilégios vibrantes, as auroras augustas de um
porvir grandioso.
Do seu trabalho incessante, crescerão
os átomos que de arrancada em arrancada, virão formar a célula viva da grandeza
resoluta e do engrandecimento desse rincão, amado, como o grito de um falcão,
escapado do coração da própria noite.
O seu trilhar é sinuoso e semeado de
árduos espinhos. Os seus dias são incertos, povoados de imprevistos e saturados
de privações.
Indiferente às intempéries que assolam
cada dia mais a sua vida de laborista incansável, amarrado ao carro da
usurpação, tirado pelos corcéis da necessidade, nos quais cavalgam os
opressores e usurários capitalistas, você, operário lavrense, é ainda o
alicerce rijo da vontade e do trabalho, da honradez e da bondade.
A você, operário de Lavras, a você,
marco certo de um porvir de liberdade e independência, aqui fica, do âmago do
peito, do aconchego do coração, o meu ei...
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