- Ode –
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Nascido de um sonho bem interpretado e
levantado pela inquebrantável vontade de u m elevado ideal, você, Hospital Vaz
Monteiro, é hoje uma das jóias que ornam essa velha Santana das Lavras do
Funil.
Brotado da espontaneidade de um
espírito de lutas, como é o do Dr. Dilermando Correia Leite, este acalentado
ideal galgou com rapidez a escala das coisas reais, plantando-se bem alto no
conceito da coletividade; lançando desde ali, mancheias a transbordar de
benefícios.
Como quem, lançando para os céus
noturnos o olhar, vislumbrasse através da obscuridade desconhecida, a
refulgência da claridade lunar, o Dr. Correia Leite, embora os caminhos fossem
também trevosos e desconhecidos, povoados de incertezas e de escolhos, lançou a
sua vista por sobre esta interrogação e pousou, com sua imaginação, sobre as
pilastras do sonho um ídolo e marchou direito a ele, guiado pelo seu brilho e
pelo seu significado, não medindo esforços e clareando a cada passo, mais e
mais aquele sendeiro, antes desconhecido e amedrontador. E a caminhada foi
heróica e o herói alcançou o seu ídolo.
Deixando só a meta de partida, o Dr.
Correia Leite encontrou pelo caminho, espíritos fortes como o seu. Estes, ao
ouvirem de sua boca, num edificar maravilhoso, a vontade de trabalhar e o
destemor da luta, se uniram a ele de corpo e alma, caminho a fora, em busca da
realidade brilhante que já se fazia vizinha.
Encontrou o Dr. Correia Leite a
compreensão de um Procópio Alvarenga e o amor às boas obras de um Antônio Vaz
Monteiro, a quem, uma força maior que a terrena não consentiu visse ele daqui
mesmo, o auge do ideal que ajudara a acalentar, reservando-lhe um visor na
eternidade, para que ele vislumbrasse e aplaudisse a obra sua e de seus irmãos
de lutas.
E o Hospital, numa metamorfose
perfeita e deslumbrante, abandonou os terrenos do sonho, entrando triunfalmente
nos campos da realidade.
E esta obra, em lugar de aplastar,
pelo seu fulgor, o nome dos seus idealizadores, os levanta mais e mais, pelo
seu trabalho benfeitor e abençoado.
As mães aflitas encontram no Hospital
Vaz Monteiro, um punhado de lenitivo para o seu sofrimento. As criancinhas
desvalidas, encontram ali o carinho de um lar. Os pobres encontram o bálsamo ao
seu cruciante abandono.
É para esta obra que honra a cidade de
Lavras, para você, Hospital Vaz Monteiro, à memória de seu benemérito, cujo
nome encima os seus umbrais, e nas pessoas do Dr. Correia Leite e de Procópio
Alvarenga, que eu quero deixar aqui hoje, com a profunda admiração de um
lavrense que ama o seu torrão, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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