sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

AMIGO DA ONÇA

 



- Repulsa –



p.199

 

Quando os braços da ignorância, impelidos pelos brados do despeito, pesam sobre a servilidade moral e intelectual de mentes escravizadas em normas limítrofes de uma visão mal formada, o sussurro da intriga e da infâmia se fazem ouvir, como um coaxar de sapos impotentes, que se arrastam no lodo da vida.

 Os batráquios nojentos, que agrilhoados pela impotência de se elevar e se fazer ouvir, lançam contra as livres águias que desconhecem as fronteiras e a mão do servilismo, os seus uivo de inveja e os seus roucos anátemas de servos comprados.

 O raio parte sempre das cimas rochosas de montanhas agrestes, onde vive o falcão do direito, alheio às baixezas sórdidas de uma senzala.

 As baixas mentalidades, atrofiadas pelo despeito e feridas pela inveja, encontram as suas fronteiras no mais próximo horizonte, enquanto os que lutam pelo direito, guiados pela luz de todos os sóis e falando no troar de todos os raios, não encontram o obstáculo dos horizontes, mas enxergam a vida, na vastidão imensa do infinito.

 Você, impotente difamador da verdade, já experimentou conhecer seu próprio “eu” espiritual? Se ainda não, procura então conhecer; feche-se em quarto, defronte a um espelho e faça algumas perguntas a si mesmo. Suas faces se enrubescerão de vergonha, se é que você tem sangue a correr pelas veias. Estuda a sua própria pessoa e veja o quanto de falso e de insincero você encontrará em sua esquálida mente de escravo voluntário. Depois então tenta prosseguir conscienciosamente a sua tarefa de “leva e traz”, se assim o conseguir, então poderá você procurar para o seu futuro, nos bordéis e nas baixas rodas da cidade um cargo de ALCOVITEIRO. Aí então você terá encontrado o clímax dessa glória que a sua mente atrofiada e mesquinha imagina perfeita.

 Com esta sugestão desinteressada, eu deixo aqui, para você, verme putrefato da infâmia e da covardia, para você, amigo da onça, com a minha indiferença, o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.

 

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