- Repulsa –
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Quando os braços da ignorância,
impelidos pelos brados do despeito, pesam sobre a servilidade moral e
intelectual de mentes escravizadas em normas limítrofes de uma visão mal
formada, o sussurro da intriga e da infâmia se fazem ouvir, como um coaxar de sapos
impotentes, que se arrastam no lodo da vida.
Os batráquios nojentos, que
agrilhoados pela impotência de se elevar e se fazer ouvir, lançam contra as
livres águias que desconhecem as fronteiras e a mão do servilismo, os seus uivo
de inveja e os seus roucos anátemas de servos comprados.
O raio parte sempre das cimas rochosas
de montanhas agrestes, onde vive o falcão do direito, alheio às baixezas
sórdidas de uma senzala.
As baixas mentalidades, atrofiadas
pelo despeito e feridas pela inveja, encontram as suas fronteiras no mais
próximo horizonte, enquanto os que lutam pelo direito, guiados pela luz de
todos os sóis e falando no troar de todos os raios, não encontram o obstáculo
dos horizontes, mas enxergam a vida, na vastidão imensa do infinito.
Você, impotente difamador da verdade,
já experimentou conhecer seu próprio “eu” espiritual? Se ainda não, procura
então conhecer; feche-se em quarto, defronte a um espelho e faça algumas
perguntas a si mesmo. Suas faces se enrubescerão de vergonha, se é que você tem
sangue a correr pelas veias. Estuda a sua própria pessoa e veja o quanto de
falso e de insincero você encontrará em sua esquálida mente de escravo
voluntário. Depois então tenta prosseguir conscienciosamente a sua tarefa de
“leva e traz”, se assim o conseguir, então poderá você procurar para o seu
futuro, nos bordéis e nas baixas rodas da cidade um cargo de ALCOVITEIRO. Aí
então você terá encontrado o clímax dessa glória que a sua mente atrofiada e
mesquinha imagina perfeita.
Com esta sugestão desinteressada, eu
deixo aqui, para você, verme putrefato da infâmia e da covardia, para você,
amigo da onça, com a minha indiferença, o meu ei...
O MEU EI PARA VOCÊ.
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