sábado, 11 de dezembro de 2021

LEON JOFRE AVAYOU


 

- Cumprimento –



p.161

 

É com grande júbilo, que hoje levanto, aqui do meu cantinho, a minha voz, para levar até você, meu resoluto companheiro de lutas, o meu caloroso e sincero cumprimento, pela passagem de seu aniversário natalício.

 Falar de você, Jofre Avayou, é abrir as páginas do livro da vida, de onde vemos brotar, numa cavalgada estrepitosa, os feitos de uma vontade inquebrantável, de uma abnegação heróica e de uma compreensão magnífica.

 Falar de você, sem falar da sua vida de lutas, é fechar os olhos ante a bandeira de um ideal brilhante e seguir as sendas da mediocridade e da fantasia.

 Você, nobre e valoroso filho, ao ver tombar, ferido pelas mãos da morte nos caminhos da vida, o pai que o criara com desvelo e carinho, tomou em suas mãos de criança ainda, o baluarte que com tanto esforço e dignidade empunhavam as mãos paternas. E você, deixando de lado os brinquedos e os estudos, esquecendo-se de sua própria infância, atirou-se com denodo na luta pela vida, com os olhos fitos em u’a mãe viúva, abnegada e boa que, abraçada aos seus irmãos menores, chorava a perda do companheiro de toda a vida, caçado em meio da batalha pelos dardos inclementes da morte.

 

De seus olhos, eu bem sei, meu caro amigo, de seus olhos de criança, rolaram lágrimas de dor ao abandonar os amigos e os brinquedos, deixando à beira do caminho os próprios livros que iluminavam os seus dias infantis.

 Lembro-me bem, meu colega de infância, daqueles felizes tempos: campo do cemitério, os batalhões, os carrinhos de sarjeta, o tempo dos papagaios e as gostosas frutas do quintal da viuvinha. Tudo era harmonia, criancice e alegria. Chegou porém o dia em que o seu caminho se bifurcou, mostrando-lhe as áridas escarpas da vida, enquanto nós, seus companheiros, vivemos ainda por muito tempo, recebendo o nosso Papai Noel em cada Natal e construindo os nossos carrinhos de sarjeta.

 Você conheceu muito cedo o lado espinhoso da existência, entretanto, você soube abandonar o riso inocente de criança e atirar-se com denodo no amparo à sua família, mostrando já um vinco de responsabilidade a marcar-lhe a fronte.

 Esta foi a sua primeira batalha. Primeira e gloriosa, na qual você moldou para os seus dias futuros, o amor à luta e o destemor aos imprevistos; símbolos que hoje imperam em seu coração moço e sincero.

 Você empunhou esse baluarte de lutas que é a Rádio Cultura D’Oeste, com a convicção e a certeza de um porvir luminoso para a nossa terra. E, marchamos juntos pelos trilhos inclementes deste ideal, colhendo louros aqui e sofrendo débâcles mais adiante. Vislumbrando emboscadas e arrostando responsabilidades. Você foi e é até hoje um heróico e valoroso companheiro de lutas. Você não mede esforços para ver coroada nas alturas da glória a fronte altiva deste empreendimento, que dia a dia mais penetra no coração de nossa gente: Rádio Cultura D’Oeste.

 E é como amigo de infância, como companheiro de lutas e como membro desse corpo idealista, que é a nossa emissora, que eu quero deixar aqui, com o meu cumprimento sincero, Leon Jofre Avayou, os meus votos de perene felicidade, juntamente com o meu ei...

 

O MEU EI PARA VOCÊ.



 

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